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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ah o descompasso entre a publicidade e o mundo real

Vocês viram o comercial da nova linha de credito da caixa para viajar, trocar os móveis ou fazer aquela reforma? Chama-se Crediário Caixa Fácil, e está sendo veiculado direto na TV.
Fui com a minha noiva até uma agência da caixa agora a pouco para pegar mais informações sobre o referido produto. Pois chegando lá, nenhum funcionário, repito, nenhum sabia informações sobre o produto.
Alguns inclusive desconheciam a existência deste produto.
Meu questionamento é o seguinte: Onde e porque acontece este descompasso?
Voltemos na teoria dos 4P's?
PRODUTO
PRAÇA
PREÇO
PROMOÇÃO
O PRODUTO está criado, chama-se Crediário Caixa Fácil, tem prazo de 24 meses para pagamento e taxas de juros baixas.
A PRAÇA é definida pelas agências que intermediam o crediário e pelas lojas que aceitam o financiamento.
O PREÇO é composto pelas ditas baixas taxas de juros.
E, finalmente, a PROMOÇÃO é todo o esforço para divulgar o produto. Bem, quando falamos em todo o esforço, este inclui muito mais além dos videos, chamadas na internet, hot sites, folhetos e outros materiais promocionais.
Inclui também, ou, principalmente um esforço de treinamento da força de vendas. E quem seria esta força de vendas? Seriam os consultores da caixa, os funcionários da instituição, os promotores de credito a serviço da caixa nas lojas de móveis e os vendedores desta última.
Explanado brevemente a teoria dos 4P's, onde estaria o erro? Faltou treinamento aos funcionários? Optou-se por não se fazer treinamento e a comunicação foi feito em forma de circular informativa? Esta circular foi lida pelos colaboradores? Ou foi direto para a lixeira (real ou virtual)?
Não importa para nos onde está o erro. O importante é aprender uma boa lição:
Certifique-se que antes de veicular um produto para o público final o seus funcionários estejam a par de todos os detalhes, pois eles são a sua linha de frente. São o primeiro contato com a sua empresa.
Então, revise seus processos e informe todos os detalhes aos seus funcionários. Sem tiros no pé desta vez, ok?

sábado, 28 de agosto de 2010

Marketing político e os sabões em pó! Qual limpa melhor?

Ontem a noite estava no meu carro e escutei um comentário da Dora Kramer, da Band News FM sobre uma pesquisa que apontou um “cansaço” do brasileiro com a propaganda partidária.
Como sempre com bons comentários a Dora concluiu comentando que a “formula”, vigente desde 1989 tem que mudar.

Pois é, esta é a campanha das mudanças. Como as pinturas e cartazes em muros e postes estão proibidos as ruas estão mais limpas, pois apenas a distribuição de santinhos e colocação de faixas e placas temporárias são permitidas.

Agora na TV e no rádio o que temos é uma “evolução” dos programas. Antes utilizados para apresentar programas de governo hoje são programas publicitários que apresentam os candidatos com “solução” para todos os problemas.

Bom, voltemos um pouco na teoria da publicidade (me perdoem, será de forma bem “rasa”).

Uma boa propaganda é aquela que apresenta um problema e a solução para este problema.

Mesmo que seja um problema que você nunca se deu conta, e que te faz pensar depois do termino do comercial: Poxa, como vivi sem isto até hoje?

A publicidade vende solução para os problemas, vende sonhos...

Então os políticos se dividem em dois:

Situação: São os que estão no poder. Estes mostram os problemas que já foram resolvidos, os que estão sendo resolvidos e colocam em cima um verniz de novidade em cima de sua imagem. Em uma visão de produto, seriam como o sabão em pó Omo, que já é líder de mercado, mas sabe que se não inventar de vez em quando um ingrediente X, colocar um amaciante junto com o sabão ou mudar a embalagem seus consumidores podem troca-lo pelo Ariel.

Oposição: Estes colocam o dedo na ferida. Mostram os problemas atuais, destacam suas qualidades como solucionadores de problemas e se mostram como “O Novo”, mesmo que este novo já não seja assim tão novo... São como o sabão em pó Ariel. É sempre a novidade das prateleiras do supermercado. Lava a roupa muito bem, mas está de fora do lar da maioria dos consumidores. Então investe em ponto de venda, em comercial de TV, faz teste de limpeza e procura conquistar os consumidores em outras frentes, afinal tem o apoio de celebridades que lavam roupas com Ariel.

Ok, a comparação termina aqui. Se nas gôndolas o Omo será ainda por um bom tempo o preferido das donas de casa, na política tudo pode mudar, afinal de contas, até de partido os elegíveis da vez podem mudar. Tudo para estar sempre por cima.

Então continuemos pelos próximos dias ainda assistindo políticos caminhando pelas ruas abraçando o povo, prometendo mundos e fundos, lendo na TV e no rádio falas escritas por publicitários experientes em marketing político que os “dirigem” para que pareçam o mais natural possível.

É Dora, realmente o formato está desgastado. Novas formas de interação são necessárias, talvez tanto quanto uma renovação no jeito de se fazer política. Acima de tudo deveríamos estar assistindo ao debate de idéias, propostas, que deveriam ser registradas em cartório, e com a pena de se não cumpridas garantisse ao candidato ator no mínimo a inegibilidade eterna.

Talvez com a imagem dos políticos renovada os “comerciais” eleitorais fossem mais digeríveis. Alias, um dos princípios da propaganda é nunca prometer o que você não pode entregar. Se você promete o que não cumpre o Conar retira seus comerciais do ar e o Procom pode te processar.

Pensem nisto!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Programas de fidelidade

Depois de mais um longo e tenebroso inverno estamos de volta.


Me aconteceu algo no mínimo curioso esta semana.

Como bom profissional de marketing gosto de viver as experiências que as empresas e suas marcas me proporcionam. Por isto, sempre respondo pesquisas, participo de campanhas e programas de incentivo, concursos, promoções e outros.

É sempre muito valido este exercício, pois te permite participar do processo com olhos de consumidor e com olhos de profissional.

Pois bem, um destes programas que participo é o da rede de farmácias Droga Raia.

Eles tem uma ferramenta bem interessante dentro de seu sistema. Toda vez que você vai comprar algo, antes de processar sua compra o atendente lhe pergunta se você é participante do programa. Em caso positivo lhe é solicitado o número de identificação no programa (número próprio, CPF ou Identidade). Após entrar com estes dados o sistema retorna com "ofertas especiais" para aquele cliente.

Como profissional de marketing, acho uma grande sacada, mas...

O sistema tem um grande furo. Pergunta:

Se eu tenho todos os seus dados (sexo, data de nascimento, etc, etc, etc) além de seus hábitos de compra (itens comprados, peridiocidade da compra, ticket médio, etc) eu tenho a capacidade de lhe oferecer ofertas especiais que farão você comprar certo? Afinal, este método visa estimular o consumo por impulso. Eu estou no PDV, recebo uma oferta bacana que me faz comprar, correto?

Na teoria tudo é muito bacana, porém no referido sistema da referida drogaria o sistema me retornou ofertas imperdíveis para um homem:

- Esmalte com 15% de desconto

- Absorvente com 10% de desconto

Tudo bem, alguém vai dizer que poderia ter comprado para alguma mulher da minha vida ou sei lá...

Mas, normalmente compramos por impulso algo de necessidade ou utilidade pessoal. Ninguém compra um pente por impulso se for careca...

A lição que devemos tirar aqui é que um sistema de sugestões, que tem por objetivo estimular compras por impulso deve ser muito bem amarrado, oferecendo o produto certo para o cliente certo na hora certa...

Concorda? Discorda? Algo a acrescentar? Use nossos comentários.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A maldição do brindisinho, do flyerzinho e outras historias.

Um post antes de seguirmos com a nossa Série Marketing Funciona?
Acho que devia uma melhor explicação sobre o porque de se escrever esta série.
Em um mercado competitivo temos uma fórmula que tende a se tornar explosiva.
Muitos fabricantes de brindes, gráficas e revistas, todos querendo vender seus produtos. Grande competição aqui por qualquer venda. Vamos chamar esta turma de “X”.
Do outro lado temos muitas empresas em qualquer ramo de atividade disputando seus mercados. Aqui também temos muita competição. Esta turma então será a “Y”.
Do lado X, por conta da competição as empresas se lançam vorazes sobre qualquer tipo de empresa que pareça como um possível cliente. Como a competição é acirrada, pagam-se salários ou comissões baixas para vendedores extremamente despreparados, que oferecem seus produtos a torto e a direita, sem nenhum direcionamento e nenhuma preocupação se aquela é a solução de mídia para aquele cliente. Um exemplo de vendedores despreparados aqui. Ou um mais recente. Recebi na minha empresa há duas semanas um atrapalhado vendedor que chegou aqui de paraquedas. Estava passando na porta e resolveu entrar. Quando fui atender o rapaz ele já chegou a minha mesa com uma Squezze na mão, me falando que era o brinde ideal para minha empresa, porque as pessoas as levam para todos os lugares e blá-blá-blá. Enquanto ele falava, eu pensava nas muitas squezzes que já ganhei em minha vida. Resumindo sem nem querer conhecer o meu negocio o cara já me apresentou a solução dos meus problemas.
Do lado Y, temos empresas que querem fazer de tudo para se sobressair em seus mercados, e vêem na visita destes vendedores a solução para seus problemas. O problema aqui é outro. Com visões limitadas e pouco conhecimento sobre estratégias de marketing estes empresários empregam seu dinheiro em mídias que nem sempre vão lhe trazer o retorno esperado, ou mesmo o retorno sobre o próprio dinheiro gasto naquela ação.
Este cenário se repete com as gráficas que propõe para as empresas flyers, cartazes e outros, ou com as editoras que oferecem anúncios em suas revistas e jornais também sem se preocupar se aquilo é vantajoso para aquela empresa.
Como sair desta ciranda? Para começar a nossa turma X deveria se preocupar não em vender brindes, gráficas e anúncios. Ao contrario disto, poderiam tentar enxergar as necessidades de cada empresa, e a partir daí oferecer soluções e não mais brindes e outros. Quando partimos para esta visão de solução todos ganham. Ganha a gráfica que oferecendo uma solução terá o cliente satisfeito e fará outros negócios com ele. Ganhará também o cliente que verá seu investimento em marketing retornar em forma de mais negócios e por isto anunciará mais, comprará mais brindes e fará mais material gráfico.

Concluindo, se estes vendedores fizessem um esforço para conhecer um pouco do negócio do cliente, de seu processo de venda e de seus clientes ganhariam todos.

Pense nisto e acompanhe a nossa serie.

Abraços

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Será que a moda pega?

Um fenômeno interessante tem acontecido no mercado publicitário mexicano.

Pequenas agências, com poucos funcionários e estrutura enxuta tem roubado clientes das grandes agências multinacionais. Contas como Nike, Volkswagen, Johnnie Walker, Sony e outras. O argumento utilizado pelas agências para conquistar a conta é que com elas a conta é atendida mais de perto, de forma mais pessoal. Por outro lado os clientes se sentem mais prestigiados, e retornam dizendo que com estas agências as campanhas são pensadas realmente em cima de seus problemas, e não para a agência se destacar e ganhar prêmios.

Será que a moda pega por aqui?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Se a Bema não resolver é só chamar a Neusa!

Escutei dois ou três novos spots no rádio para o anunciante Bematech.
O mote é como a vida da pessoa que utiliza bematech em seu negócio é facilitada pela utilização dos aplicativos e equipamentos da marca.
Se o cara chega cedo em casa deve agradecer a Bema.
Minha sugestão, se a bema não te fizer chegar mais cedo em casa, e os processos fugirem do controle, resultando em uma dor de cabeça é só chamar a Neusa.
No caso a Neosaldina, chamada carinhosamente em seus comerciais de Neusa...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Novas mídias


Postei aqui há pouco tempo um artigo falando sobre novas mídias, baseando-me em São Paulo onde outrora s fonecedores de mídias externas tinham o seu oasis brasileiro.

Pois bem, estes dias me deparei com um notícia postada no Propmark, citando uma nova mídia de uma empresa que explorava mídias externas em Taxis. A nova mídia tem o nome de TVTX, e transmite conteúdo e propaganda dentro de alguns taxis (aproximadamente 100), que atendem o aeroporto de São Paulo.

Esta mídia não é nova, já era utilizada fora do Brasil, mas de qualquer forma, mostra a capacidade dos mídias de correr atrás de outras soluções para se comunicar com seus clientes.

Brava gente marketeira.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Exemplos de comunicação integrada

Está no ar há algumas semanas alguns comerciais da Porto Seguro sobre seus novos serviços automotivos. Precisamente centros automotivos. São comerciais bem divertidos. Veja o video de um deles clicando aqui. O que mais me chamou a atenção nestes comerciais e que são cenas parecidas para rádio e tv. Parecidas na tematica. Um casal, um carro e barulhos resolvidos com a compra de um som super potente. O mais legal e que foram feitos comerciais diferentes com linguagens diferentes para os dois meios. A situação do spot do rádio lhe transmite para dentro da cena, apenas pela imaginação. Belo trabalho da Caso Design Comunicação. Tentei achar o audio para colocar aqui mas não encontrei. Uma pena.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Metamorfose em ação: Unibanco está virando Itaú

Nota do Mundo do Marketing de hoje, chama a atenção para a metamorfose que o Unibanco está sofrendo. Ao menos nos comerciais. A nota chama a atenção para os detalhes em laranja, cor do Itaú, que aparecem em todas as cenas do comercial. Veja aqui no youtube.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mídias alternativas


Estive semana passada em uma festa de quinze anos onde distribuíram alguns doces. Até aí normal, qual festa destas não tem um monte de doces. Mas logo após comer o doce, uma coisa chamou a minha atenção de marketeiro. A foto está um pouco desfocada, pois foi tirada de um celular a uma pequena distância, mas acredito que ela demonstra minha surpresa. E que a confeiteira mandou fabricar um carimbo com o seu nome e telefone. Ou seja, a pessoa come o doce, e se agradar já tem em suas mãos o telefone de quem os produz. É ou não é uma grande ideia de mídia alternativa. Em tempos de crise nada como pensar fora do quadrado e encontrar soluções fáceis, baratas e que alcança em cheio o cliente. Ah, os doces estavam uma delicia...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Como estar em todos os lugares? Inclusive nos pedidos dos consumidores? A Coca cola dá a receita!


Coca-cola é isso aí foi um dos primeiros slogans que me atingiram, e com certeza uma lembrança forte. O slogan mudou, a coca cola criou novos produtos, tais como light, zero e outros que não deram certo. A embalagem mudou, e acima de tudo mudou o jeito de atingir o público da empresa. Não, a coca não abandonou a mídia de massa. Vimos sempre comerciais novos, divertidos e alegres da empresa, todos divulgando o "Viva o lado coca-cola da vida". Apesar de não ter abandonado a mídia de massa, a coca como nenhuma outra empresa explora, e muito outras formas de se promover e de vender. Basta uma pequena busca no you tube para vermos uma grande quantidade de vídeos maiores do que o formato televisivo de 30 segundos. São vídeos feitos para a internet mesmo, vídeos para serem virilizados, para atingir outros públicos. Na outra ponta, no lado do PDV, em supermercados e padarias a coca investe muito em displays grandes, vermelhos e com muitas latas e garrafas expostas, fora os tradicionais visa-coolers, que expõe e vendem bem o produto também em bares, lanchonetes e restaurantes. Falando sobre este ultimo trio, é impressionante a quantidade de displays, ublers, porta guardanapo e canudos, adesivos e toda a gama de materiais de divulgação de PDV que a coca cria e distribui. Hoje, enquanto estava andando pelas ruas do Barro Preto, tradicional polo de moda na cidade de Belo Horizonte, me deparei com um carrinho de cachorro quente diferente. Nem estou me referindo ao nome do carrinho, "Marcos Donald", e sim ao fato de que a placa do carrinho que indica o nome do mesmo é patrocinada pela coca cola. Como toda minha curiosidade marketeira, não resisti e parei para conversar com o dono, o tal do Marcos Donald. Colado dentro do carrinho, está o cardápio, com as duas opções: cachorro quente ou x-donald, com preços de R$ 2,50 e R$ 3,50. De brinde o cliente ganha um copo de refrigerante. Só para constar o refrigerante não é coca, mas uma tubaína de coca. Perguntei a ele se para colocar aquela placa ele tem que vender muita coca. De cara ele já me disse que quase não vende coca. Não chega a vender uma caixa por dia. E ele nem compra direto da coca. Compra de supermercado ou distribuidor. Ele só comentou que um dia um pessoal da coca passou pelo ponto dele oferecendo-se para fazer a placa. Como de graça até injeção na testa, ainda mais uma bela placa...
É isto. Novos tempos, mudam os modos de divulgação. Só a coca cola que continua sendo coca cola. É isso aí!

terça-feira, 3 de março de 2009

Buteco do Marketing, aqui o marketing desce redondo!!!!!


Vamos então começar.
Já estava há algum tempo querendo dar vida a este blog.
Faltava tempo e sobrava também um pouco de preguiça nos momentos de ócio, devo envergonhosamente, mas humildemente admitir.
Então eis que nasce o Buteco do Marketing.
O Marketing, que para mim nasceu junto com o homem das cavernas, que desenhava nas cavernas anúncios rudimentares, cresceu, foi adotado por Kotler e hoje tem incontáveis filhos, entre os mais conhecidos, Publicidade & Propaganda, Merchandising, Guerrilha, Buzz, Viral, etc, etc e etc.
Pois bem, é sobre este vasto mundo o assunto deste blog.
Queria começar com um questionamento.
O marketing de guerrilha, com seu baixo custo associado é para as pequenas empresas uma oportunidade de reeditar a luta de Davi contra Golias??????



Fica o questionamento para os próximos tópicos.
Até lá.

Marcus Nunes