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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Guerra das cervejas – Comunicação com temas diferentes geram resultados diferentes?

Nos últimos dias me peguei em um insight sobre a guerra das cervejas e me pus a analisar a comunicação de diversas marcas:

Cervejas da Ambev (Skol, Antarctica e Brahma) – Toda a comunicação é feita com o mote dos momentos. A galera no bar tomando uma Antarctica, o trabalhador, que ganha seu dia trabalhando arduamente e que por isto merece o seu momento, tomando uma Brahma claro, ou ainda, a galera sempre reunida, dias de sol, piscina, praia, churrasco e a Skol.

Temos também a Femsa, com a sua Kaiser, a cerveja que tem o mesmo sabor das concorrentes, ou seja é uma cerveja gostosa. Por isto você deve dar uma chance para ela.

Temos também a Schincariol com a Nova Schin, um cervejão. A estratégia de comunicação é toda em celebrar a cerveja como uma boa cerveja.

As cervejas lideres do mercado, todas da Ambev utilizam a estratégia de foco no cliente, foco no momento. A cerveja é apenas um combustível para a celebração, um dos ingredientes, mas não o principal. O principal combustível é a interação, é o churrasco com a galera, é o happy hour, é a roda de samba, é o momento.

As estratégias da Kaiser e da Nova Schin são bem parecidas. O foco está no produto. A Kaiser faz testes cegos, e em cima destes proclama, a Kaiser tem sabor reconhecido e é posicionada entre as cervejas mais saborosas.

A Nova Schin não foca no sabor. Foca na marca. Nova Schin, um cervejão! O que exatamente quer dizer Um cervejão? A embalagem é maior? O sabor é melhor? As situações mostram sempre amigos ou amigas brindando e rimando com palavras terminadas em ÃO.

Aonde quero chegar com isto tudo? Simples.

As pessoas não querem saber se o sabor de A ou B é melhor, ou até querem, mas não é isto que importa. Quem bebe uma cerveja bebe para se socializar, para comemorar, para relaxar. Ou seja, bebe o momento e não a cerveja.

Ponto então para a Ambev que associa a sua marca a momentos e não no produto em si. E não por coincidência tem os maiores índices de vendas.

Fica a mensagem: Mude o foco de sua comunicação. Passe a vender soluções, vender momentos e não seu produto!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As marcas envelhecem?


As marcas envelhecem? Se elas envelhecem porque umas não mudam sua identidade visual ao passo que outras mudam sempre, quase de forma imperceptível, e outras mudam radicalmente?

Marcas de luxo normalmente pouco alteram sua imagem. Vejamos a Mercedez ou a por exemplo. Sua marca nada se alterou desde a criação. Quem não conhece e reconhece a estrela de 3 pontas dentro do circulo. Já se tornou um ícone, ou um memê. Você o vê e já associa com a marca Mercedez.

Outra turma é das marcas que renuvenescem suas marcas em conta gotas. O maior exemplo disto é a Coca Cola. Pequenas alterações em suas latas, garrafas e rótulos são feitas a cada ano. Por isto temos a impressão que esta é uma marca que não envelhece.

Falando em rejuvenecer, outra grande montadora automobilística mudou sua logomarca 3 vezes em menos de 10 anos. Do tradicional FIAT escrito inclinado sob um fundo azul a nova cara foi o escrito em outra fonte, em pé sob uma espécie de escudo com fundo azul. Esta cara durou pouco tempo, quando o escudo cresceu um pouco e ficou com mais curvas e o azul foi trocado pelo vermelho. Alias, esta historia da Fiat dá tanto pano pra manga que volto depois só para falar dela.

Mas continua a pergunta: As marcas envelhecem???